Você sabe o que é glúten?
O glúten é uma proteína que causa alergia em várias pessoas. Ele está contido em quatro cereais: no centeio, na cevada, no trigo e na aveia. O ideal é que as pessoas se reeduquem diminuindo - os em suas dietas: pão, biscoitos, macarrão, bolo e alguns queijos embutidos. Os alimentos permitidos numa dieta que não contém glúten: arroz, quinoa ( planta nativa da Colômbia, Peru e Chile e produz um grão indispensável à alimentação e à vida do homem), batatas, farinha de milho, frutas, vegetais, carnes, peixes, ovos e tapioca.
Segundo pesquisas, pessoas muito sensíveis são afetadas na função normal do cérebro e pode causar sintomas imunológicos e intestinais quando ingerem glúten. Pessoas alérgicas quando ingerem glúten tem sintomas como: depressão, síndrome do pânico, ansiedade, alteração de humor constante, coceiras pelo corpo, constipação intestinal, rinite e asma. Às vezes os sintomas são imediatos, outras vezes se manifestam de maneira crônica.
Segundo especialistas, o glúten quando chega ao intestino, transforma-se em uma espécie de cola e gruda nas paredes intestinais e com o passar do tempo satura-se no aparelho digestivo, aumentando a gordura na região do abdome.
Especialistas da área nutricional alegam que um organismo sem glúten produz serotonina, e o que vem a ser serotonina? A serotonina é um neurotransmissor, ou seja, uma molécula envolvida na comunicação entre neurônios, ainda segundo eles, o neurotransmissor da alegria.
Os alimentos com glúten, consumidos em excesso retém cada vez mais toxinas no organismo e promove disbiose (alteração da flora normal, com fermentação e retenção de líquidos).
No que o glúten afeta as pessoas autistas
O autismo ainda é pouco compreendido, o diagnóstico ainda é baseado em características como dificuldades de interação social, prejuízo na de comunicação e padrões restritos e repetitivos de comportamentos e interesses; mais frequentes em pessoas do sexo masculino. Nos EUA especialistas recomendam que indivíduos eliminem estas substâncias de suas dietas
Segundo a Dra. Jenniger Elder, uma das dietas que eliminam as fontes de glúten (trigo, cevada, centeio e aveia) e caseína (presente no leite e seus derivados) é a dieta SGSC e está publicado na revista Nutrition and Clinical Pratice, traz recomendações para que as famílias das pessoas com características de autismo possam adotar, ou não, a dieta. A Dra. Elder explica sobre os benefícios da dieta, e se baseia na ideia de que alguns dos sintomas autísticos possam ser consequência de um excesso de opióides, que é uma substância química com ação similar a da morfina, no organismo.
A Dra. Elder, em sua hipótese, postula que a maior permeabilidade intestinal frequentemente que se observa em autistas permitiria que grandes peptídeos (são biomoléculas formada pela ligação de dois ou mais aminoácidos através de peptídicas estabelecidas entre um grupo amina de um aminoácido, e um grupo carboxila de outro aminoácido. Os peptídeos são resultantes do processamento de proteínas e podem possuir em sua constituição dois ou mais aminoácidos), resultantes da digestão incompleta do glúten e da caseína, possam cruzar a membrana intestinal. Segundo ela, estes peptídeos poderiam atuar como os opióides, produzidos naturalmente no organismo, entrando na corrente sanguínea e alcançando o sistema nervoso central. Postula-se que o excesso de opióides no sistema nervoso central poderia produzir alguns dos sintomas observados em pessoas autistas.
Então que tal aderir à dieta sem glúten?
É difícil, mas é muito mais saudável.