Demorei um pouco, estava muito atarefada, mas sempre sobra um tempinho
para postar algo novo em nosso blog.
Conversando com uma pessoa muito amiga sobre qual seria sua reação se
terminasse o namoro com a pessoa amada e depois visse essa pessoa amada
namorando outra pessoa; simplesmente esta pessoa me responde que iria ficar
muito triste e iria morar na Finlândia. Porque na Finlândia, como o nome já
diz, fin do mundo? Então resolvi pesquisar sobre a Finlândia.
A Finlândia é uma república parlamentar (forma de governo republicano
organizado sob um sistema parlamentarista, ou seja, é o oposto de uma república
presidencialista, o chefe de estado na maioria das vezes não tem grandes
atribuições executivas, grande parte desses poderes é exercida pelo chefe de
governo, com o governo central baseado em Helsinque, sua capital, onde vive
cerca de um milhão de habitantes, responsável pela a produção de um terço do
PIB (produto interno bruto) do país.
O país já foi uma parte da Suécia e em 1809 um Grão-Ducado autônomo (
território cujo chefe de estado é um grão-duque ou uma grã-duquesa) dentro do
Império Russo. A Declaração de independência da Finlândia foi feita em 1917 e
foi seguida por uma guerra civil, guerras contra a União Soviética e a Alemanha
nazista e por um período de neutralidade oficial durante a Guerra Fria. A
Finlândia aderiu à ONU em 1955, à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em 1969, à União Europeia em 1995 e desde o início da Zona Euro. O país
foi classificado como o segundo mais estável do mundo, em uma pesquisa baseada
em indicadores sociais, econômicos, políticos e militares.
A Finlândia teve um atraso relativo no seu processo de industrialização,
permanecendo como um país essencialmente agrário até 1950. Posteriormente, o
desenvolvimento econômico foi rápido e o país atingiu um dos melhores níveis de
renda do mundo no início da década de 1970. Entre 1970 e 1990, a Finlândia
construiu um Estado de bem-estar social. Depois de uma grave depressão no
início de 1990, os sucessivos governos do país reformaram o sistema econômico
finlandês através de privatização, desregulamentação e de cortes de impostos.
A Finlândia é muito bem colocada em várias comparações internacionais de
desempenho nacional, como produção de alta tecnologia, saúde e desenvolvimento
humano. O país foi classificado na 1ª posição do Índice de Prosperidade
Legatum (é um
ranking anual de 104 países desenvolvido pelo Instituto Legatum, de acordo com uma variedade de
fatores, incluindo a riqueza, crescimento econômico, bem-estar pessoal e
qualidade de vida) A lista do relatório de 2009 foi encabeçada pela Finlândia
enquanto que o Brasil ficou na 41º posição e Portugal na 22ª posição. O país
garante acesso universal e gratuito a escolas de qualidade e está em primeiro
lugar no índice de educação global publicado pela ONU em 2008.
Como parte de uma reforma no ensino feita na década de
1970, o país paga melhores salários aos professores, limita o número de alunos
em sala de aula, que são 14 alunos em sala de aula por professor, garante
liberdade às escolas para trabalhar o próprio currículo e dá pouca atenção a
avaliações e dever de casa.
O resultado pode ser medido em números: segundo dados
de um levantamento feito pelo instituto Legatum, 94% dos finlandeses aptos
concluem o ensino secundário e ingressam no ensino superior. A mesma pesquisa
mostra que 82% dos finlandeses estão satisfeitos com a qualidade da educação no
país.
As crianças só começam a estudar aos 7 anos de idade e
só tem lição de casa só na adolescência. Segundo a OECD, as crianças na
Finlândia são as que passam menos horas dentro de sala de aula entre os países
desenvolvidos. Existem creches e pré-escolas, a educação formal só começa aos 7
anos de idade – a ideia é que antes desta idade elas aprendam melhor brincando
e os graus primário e secundário são integrados para que a criança não tenha de
trocar de escola no meio do processo. Os “intervalos” podem durar até 75
minutos e a lição de casa não é uma prática adquirida pelas escolas antes que
os alunos cheguem ao meio da adolescência, que é por volta dos 16 anos de
idade.
Uma das características marcantes do sistema
educacional finlandês é o alto grau de autonomia concedido a escolas e
professores. Não há nenhuma avaliação padrão obrigatória para os alunos a não
ser por um único teste de língua, matemática e ciências naturais ao final do
ensino secundário (quando os alunos têm entre 17 e 19 anos de idade). No dia a
dia, os professores não avaliam os alunos por notas e sim por critérios
descritivos, os alunos não são comparados, o foco não é no desempenho dos
alunos e sim no aprendizado.
Os professores finlandeses fazem parte de uma
categoria altamente prestigiada. Para poder ingressar no sistema de ensino, inclusive
na educação básica, é necessário ter mestrado. A seleção não é fácil: apenas
10% dos 5 mil candidatos que participam das provas todos os anos são aceitos
pelas faculdades. E mesmo depois de pós-graduados, os professores continuam a
se reciclar. Um professor passa, em média, 4 horas por dia em sala de aula e
reserva duas horas semanais para se dedicar à profissão de educador.
No Brasil reforço é visto como coisa de aluno
preguiçoso ou atrasado em relação à sua turma, na Finlândia a ajuda extraclasse
é uma prática comum. Aproximadamente 30% dos alunos recebem algum tipo de
atenção especial fora do horário de aula durante seus nove primeiros anos de
educação formal. Muitas escolas são pequenas o suficiente para que os
professores conheçam cada aluno pelo nome.
A Finlândia é um dos países mais armados do mundo, embora
tenha um dos menores índices de criminalidade.
Quanto ao futebol, a Finlândia é diferente de outros
países, o esporte não é muito popular, o Hockey no gelo e esportes de motores,
são mais populares. Aos poucos o futebol vem conquistando jovens e crianças. O futebol
chegou ao país em 1890 por viajantes britânicos, e foi jogado pela primeira vez
em Turku. A Associação de Futebol da Finlândia foi fundada em 1907, e
associou-se à FIFA em 1908. O esporte não foi bem divulgado, talvez por isso o
país nunca foi realmente excelente no futebol mas em compensação em se tratando
de educação não deixa nada a desejar.