Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Gênero: Rubus
Espécies: Rubus ursinus,
Rubus argutus, Rubus fruticosus (amora comum)
A amora é muito rica em vitaminas A, B e C e contém ácido cítrico.
Tem propriedades depurativas, digestivas e refrescantes. A amora preta
in natura é altamente nutritiva. Contêm 85% de água, 10% de carboidratos. Só são vendidas em supermercados sob forma de geleias, compotas
ou xaropes. Ao natural é uma fruta extremamente perecível, devendo ser
consumida ou usada logo após a colheita. São frutos agregados e a maioria das espécies conhecidas
pertence ao gênero Rubus (frutos mais arredondados) e Morus (frutos um pouco
mais alongados) sendo encontrados principalmente em regiões temperadas do
hemisfério Norte e América do Sul. Existem vários tipos de amoras e são
diferentes quanto a cor; podem ser vermelhas, brancas e pretas e seu tamanho é
pequeno, medindo entre 1 a 3 centímetros, dependendo da espécie.
Os frutos podem ser utilizados para consumo in natura e para produção de geleias,
sucos, sorvetes, polpas, conservas, fermentos, iogurtes, doces, tortas, bolos,
compotas ou transformadas em vinhos, licores e xaropes. As folhas e brotos são antidiarreico poderosos. Além destas características, praticamente não
necessita de insumos químicos.
Uma das espécies mais
comum é a amora preta, que é arredondada, inicialmente vermelha e depois preta,
quando bem madura. É uma fruta muito nutritiva e tem apenas 52 calorias em 100
gramas. Contém boas quantidades de
fibras (entre 3,5 e 4,7%). A amoreira preta é um arbusto que pode atingir 2
metros de altura e seu caule é flexível, geralmente coberto por espinhos. As
flores são rosadas ou brancas. As raízes são permanentes e delas formam as
brotações que se desenvolvem, florescem e frutificam nos ramos.
A amora
preta se encontra entre os alimentos que ajudam a diminuir o colesterol. De
acordo a um estudo publicado pela revista Jornal of Neuroscience, as
propriedades nutritivas das amoras pretas conservam o equilíbrio, a memória e a
coordenação motora de pessoas idosas. Além destes nutrientes fornece também
antocianinas. A antocianina pertence ao grupo dos flavonoides, que é um
pigmento natural que confere a coloração intensa da amora preta. Este pigmento
possui função protetora não somente ao fruto como também ao ser humano, capaz
de doar hidrogênios aos radicais livres e regular o funcionamento dos
adipócitos (células que armazenam gorduras e regulam a
temperatura corporal ).
Acredita-se que as amoras
são nativas da Ásia, Europa, América do Norte e do Sul. Todavia, as amoras
são cultivadas em regiões específicas, em grande parte proveniente de espécies
nativas da região.
Por ser uma fruta rica em
cálcio, a amora é muito eficaz no combate a osteoporose Suas folhas
são usadas para fazer chá, muito útil no tratamento de diarreias, inflamações
da boca e garganta. Também com o uso do chá de amora, podem-se reduzir os
níveis de açúcar no sangue, muito bom para diabéticos.
A amoreira branca (Morus
alba), é cultivada para a criação de bicho da seda, que se alimenta
exclusivamente de suas folhas, que também são cortadas para alimentar animais
(bovinos, caprinos etc) em áreas onde as estações secas diminuem a
disponibilidade de vegetação rasteira.
Os frutos também são consumidos, geralmente secos ou transformados em
vinho.
A amora silvestre, também
chamada de amora ártica é um fruto de uma longa tradição na Finlândia, onde são
tradicionalmente consumidos juntamente com um queijo local chamado
“Leipäjuusto”. A planta da amora silvestre, com suas flores e frutos, aparecem
nas moedas de dois euros.
Desenho do fruto e da flor da amora branca silvestre (rubus chamaemorus),
da autoria de Isma Raimo Heino, uma das obras mais conhecidas deste escultor finlandês.
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