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16 julho 2013

AMORA



Classificação científica

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Rosales

Família: Rosaceae

Gênero: Rubus

Espécies: Rubus ursinus, Rubus argutus, Rubus fruticosus (amora comum)



A amora é muito rica em vitaminas A, B e C e contém ácido cítrico. Tem propriedades depurativas, digestivas e refrescantes. A amora preta in natura é altamente nutritiva. Contêm 85% de água, 10% de carboidratos. Só são vendidas em supermercados sob forma de geleias, compotas ou xaropes. Ao natural é uma fruta extremamente perecível, devendo ser consumida ou usada logo após a colheita. São frutos agregados e a maioria das espécies conhecidas pertence ao gênero Rubus (frutos mais arredondados) e Morus (frutos um pouco mais alongados) sendo encontrados principalmente em regiões temperadas do hemisfério Norte e América do Sul. Existem vários tipos de amoras e são diferentes quanto a cor; podem ser vermelhas, brancas e pretas e seu tamanho é pequeno, medindo entre 1 a 3 centímetros, dependendo da espécie. Os frutos podem ser utilizados para consumo in natura e para produção de geleias, sucos, sorvetes, polpas, conservas, fermentos, iogurtes, doces, tortas, bolos, compotas ou transformadas em vinhos, licores e xaropes. As folhas e brotos são antidiarreico poderosos. Além destas características, praticamente não necessita de insumos químicos.
 

Uma das espécies mais comum é a amora preta, que é arredondada, inicialmente vermelha e depois preta, quando bem madura. É uma fruta muito nutritiva e tem apenas 52 calorias em 100 gramas. Contém boas quantidades de fibras (entre 3,5 e 4,7%). A amoreira preta é um arbusto que pode atingir 2 metros de altura e seu caule é flexível, geralmente coberto por espinhos. As flores são rosadas ou brancas. As raízes são permanentes e delas formam as brotações que se desenvolvem, florescem e frutificam nos ramos.
 

A amora preta se encontra entre os alimentos que ajudam a diminuir o colesterol. De acordo a um estudo publicado pela revista Jornal of Neuroscience, as propriedades nutritivas das amoras pretas conservam o equilíbrio, a memória e a coordenação motora de pessoas idosas. Além destes nutrientes fornece também antocianinas. A antocianina pertence ao grupo dos flavonoides, que é um pigmento natural que confere a coloração intensa da amora preta. Este pigmento possui função protetora não somente ao fruto como também ao ser humano, capaz de doar hidrogênios aos radicais livres e regular o funcionamento dos adipócitos (células que armazenam gorduras e regulam a temperatura corporal ).
 

Acredita-se que as amoras são nativas da Ásia, Europa, América do Norte e do Sul. Todavia, as amoras são cultivadas em regiões específicas, em grande parte proveniente de espécies nativas da região.

Por ser uma fruta rica em cálcio, a amora é muito eficaz no combate a osteoporose Suas folhas  são usadas para fazer chá, muito útil no tratamento de diarreias, inflamações da boca e garganta. Também com o uso do chá de amora, podem-se reduzir os níveis de açúcar no sangue,  muito bom para diabéticos.
 

A amoreira branca (Morus alba), é cultivada para a criação de bicho da seda, que se alimenta exclusivamente de suas folhas, que também são cortadas para alimentar animais (bovinos, caprinos etc) em áreas onde as estações secas diminuem a disponibilidade de vegetação rasteira.  Os frutos também são consumidos, geralmente secos ou transformados em vinho.

A amora silvestre, também chamada de amora ártica é um fruto de uma longa tradição na Finlândia, onde são tradicionalmente consumidos juntamente com um queijo local chamado “Leipäjuusto”. A planta da amora silvestre, com suas flores e frutos, aparecem nas moedas de dois euros.
                                                                                            
                            €2 face nacional 
Desenho do fruto e da flor da amora branca silvestre (rubus chamaemorus), da autoria de Isma Raimo Heino, uma das obras mais conhecidas deste escultor finlandês. 

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