Páginas

14 janeiro 2013

LÚPUS



 
 O lúpus discoide se restringe a danos na pele.
 
Como toda doença autoimune (ocorre quando o sistema de defesa perde a capacidade de reconhecer o que é original levando a produção de anticorpos contra as células, tecidos ou órgãos do próprio corpo); o lúpus desencadeia um mecanismo de agressão ao organismo por meio do próprio sistema de anticorpos da pessoa doente. A maior parte dos pacientes apresentam uma grande sensibilidade à luz solar, denominada fotossensibilidade, que provoca manchas vermelhas na pele. Essas ocorrências podem ser pequenas feridas parecidas com aftas na mucosa da boca e no nariz.
Segundo o reumatologista Luís Eduardo Coelho Andrade, apesar de a pele ser comprometida em aproximadamente 60% dos casos desta doença, outros sintomas também são comuns. “Os sintomas gerais incluem fadiga, mal-estar, cefaleia, febre, falta de apetite, indisposição, emagrecimento”. Já os sinais específicos incluem lesões avermelhadas na pele, especialmente nas áreas expostas ao sol, dor e inflamação nas juntas, queda anormal dos cabelos, urina espumosa, convulsões epiléticas e distúrbios psiquiátricos.

 Como esta doença é adquirida?
O lúpus não é uma doença contagiosa, por isto não devemos nos preocupar em evitar qualquer tipo de contato com uma pessoa que tenha a doença. Porém, comenta o reumatologista, esta doença possui um leve componente de hereditariedade, ou seja, parentes de primeiro grau de pacientes com lúpus têm chances um pouco maior de desenvolvê-la.
Pessoas que tem predisposição genética podem favorecer o desenvolvimento da doença de três formas diferentes. A mais comum delas é por meio da exposição solar, onde a penetração dos raios ultravioleta na pele causa alterações nas moléculas do epitélio (que estimulam o sistema imunológico). Outro fator é o uso de contraceptivos, uma vez que o estrógeno - hormônio contido nas pílulas anticoncepcionais - estimula o sistema imunológico. Há ainda casos em que a doença se desenvolve em pessoas já predispostas depois de um grande trauma psicológico.

 

Como tratar o lúpus?
Apesar de não ter cura, a doença tem tratamento e o paciente tem a perspectiva de uma vida longa e de qualidade. "O lúpus evolui em períodos de atividade, quando necessita de tratamento contínuo, e de inatividade, quando o tratamento é cuidadosamente retirado", segundo Fuller; e comenta ainda que alguns pacientes podem apresentar uma única crise em toda a sua vida.

Em casos mais avançados, o tratamento medicamentoso é o mais indicado. Pacientes que não precisam de remédio costumam seguir uma rotina de uso de bloqueadores solares, exercícios físicos, sono adequado e uma dieta balanceada.
A doença, que atinge um número maior de mulheres em idade fértil, pode ser um fator de risco para a gravidez, devido a chances de aborto. "Mulheres com lúpus inativo podem ter a gravidez liberada mediante avaliação do médico. O pré-natal nesses casos deve ser mais rigoroso que em uma gestação normal".

 Quais os sintomas do lúpus?
Fadiga, mal-estar, cefaleia, febre, falta de apetite, indisposição, emagrecimento, lesões avermelhadas na pele, inflamação nas juntas, queda anormal dos cabelos, urina espumosa, convulsões epilépticas, distúrbios psiquiátricos, arroxeamento dos dedos das mãos e pés, dormências e paralisias regionais, tromboses em membros, derrame cerebral, dor torácica, palpitação, falta de ar, úlceras na pele, necrose nas pontas dos dedos.


Manifestações que podem aparecer são:

Neurite periférica (ardência, formigamento, queimação, perda de força)
Distúrbios do comportamento como irritabilidade, choro fácil, quadros mais graves de depressão e mesmo psicose.

Convulsões (pode ser a primeira manifestação em crianças).

Coréia (movimentos involuntários e não coordenados de membros superiores e inferiores), muito mais raro.

Nenhum comentário: