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29 setembro 2011

SÍNDROME DE ANGELMAN


A síndrome de Angelman ocorre a cada 15.000 nascimentos.
A síndrome foi descoberta pelo médico inglês Dr. Harry Angelman (graduado em medicina pela Universidade de Liverpool, em 1938), no ano de 1965. Segundo o médico é um dano no cromossomo 15 herdado da mãe. Portanto uma doença genética, e pode acontecer mais de uma vez na mesma família. Na época da descoberta o médico identificou três crianças com características comuns, como: Crises convulsivas, riso excessivo, dificuldades para andar, ausência de fala e rigidez.
Sabe-se que ao redor do mundo existem casos diagnosticados da síndrome de Angelman em diversas etnias, e que ocorra um caso a cada 15 ou 30 mil nascimentos.
A síndrome não facilmente diagnosticada, pelos médicos, por causa de sua baixa incidência, os pacientes costumam ser encaminhados para os setores de neurologia e genética dos grandes hospitais, logo depois o diagnóstico é confirmado por testes de DNA e estudo do cariótipo.
A síndrome é difícil de ser reconhecida no recém-nascido e na infância, pois os sintomas de desenvolvimento não são específicos. Entre as características: O atraso no desenvolvimento, a incapacidade de falar (alguns parecem ter bastante compreensão, mas não conseguem falar; em um estudo relatou-se que 39% conseguiam falar até quatro palavras. Alguns com capacidade verbal mais alta conseguem falar de 10 a 20 palavras, alguns aprendem em forma de sinais e conseguem se comunicar, com alguns sinais.), problemas de movimento e equilíbrio, com incapacidade de coordenação de movimentos musculares voluntários ao andar e/ ou movimento trêmulo dos membros. Riso constante, portanto este sorriso permanente seja apenas uma expressão motora. Não se sabe por que o riso é tão frequente nas pessoas com estas síndromes, pois segundo especialistas o cérebro não tem nenhum defeito num campo anormal para o riso.
Em mais de 80%dos casos observa-se atraso no crescimento do perímetro cefálico, produzindo microcefalia (absoluta ou relativa), segundo especialistas. Crises convulsivas antes dos três anos e em menos de 80% dos casos são verificados outros sintomas associados, como: estrabismo, hipopigmentação da pele e dos olhos, mandíbula e língua proeminentes, hipersensibilidade ao calor, baba frequente, problemas para succionar, a língua fica para fora da boca, boca grande, dentes espaçados. Atração por água, hiperatividade dos movimentos, comportamento excessivo ao mastigar e problemas ao dormir.
As crianças terão benefícios com fisioterapias, como: Terapia ocupacional, que melhora a motricidade e o controle da conduta motoro-bucal, fonoaudiologia. Na escola e em casa deixar que a criança desenvolva sozinha a capacidade de realizar tarefas: Comer sozinha vestir-se, arrumar seus brinquedos. Quanto mais independentes, melhor.

26 agosto 2011

VOCÊ SABE O QUE É GLÚTEN?


Você sabe o que é glúten?
O glúten é uma proteína que causa alergia em várias pessoas. Ele está contido em quatro cereais: no centeio, na cevada, no trigo e  na aveia. O ideal é que as pessoas se reeduquem diminuindo - os em suas dietas: pão, biscoitos, macarrão, bolo e alguns queijos embutidos. Os alimentos permitidos numa dieta que não contém glúten: arroz, quinoa ( planta nativa da Colômbia, Peru e Chile e produz um grão indispensável à alimentação e à vida do homem), batatas, farinha de milho, frutas, vegetais, carnes, peixes, ovos e tapioca.     
Segundo pesquisas, pessoas  muito sensíveis são afetadas na função normal do cérebro e pode causar sintomas imunológicos e intestinais quando ingerem glúten. Pessoas alérgicas quando ingerem glúten tem sintomas como: depressão, síndrome do pânico, ansiedade, alteração de humor constante, coceiras pelo corpo, constipação intestinal, rinite e asma. Às vezes os sintomas são imediatos, outras vezes se manifestam de maneira crônica.
Segundo especialistas, o glúten quando chega ao intestino, transforma-se em uma espécie de cola e gruda nas paredes intestinais e com o passar do tempo satura-se no aparelho digestivo, aumentando a gordura na região do abdome.
Especialistas da área nutricional alegam que um organismo sem  glúten produz serotonina, e o que vem a ser serotonina? A serotonina é um neurotransmissor, ou seja, uma molécula envolvida na comunicação entre neurônios, ainda segundo eles, o neurotransmissor da alegria.
Os alimentos com glúten, consumidos em excesso retém cada vez mais toxinas no organismo e promove disbiose (alteração da flora normal, com fermentação e retenção de líquidos).
No que o glúten afeta as pessoas autistas
O autismo ainda é pouco compreendido, o diagnóstico ainda é baseado em características como dificuldades de interação social, prejuízo na de comunicação e padrões restritos e repetitivos de comportamentos e interesses; mais frequentes em pessoas do sexo masculino. Nos EUA especialistas recomendam que indivíduos eliminem estas substâncias de suas dietas
Segundo a Dra. Jenniger Elder, uma das dietas que eliminam as fontes de glúten (trigo, cevada, centeio e aveia) e caseína (presente no leite e seus derivados) é a dieta SGSC e está publicado na revista Nutrition and Clinical Pratice, traz recomendações para que as famílias das pessoas com características de autismo possam adotar, ou não, a dieta. A Dra. Elder explica sobre os benefícios da dieta, e se baseia na ideia de que alguns dos sintomas autísticos possam ser consequência de um excesso de opióides, que é uma substância química com ação similar a da morfina, no organismo.
A Dra. Elder, em sua hipótese, postula que a maior permeabilidade intestinal frequentemente que se observa em autistas permitiria que grandes peptídeos (são biomoléculas formada pela ligação de dois ou mais aminoácidos através de peptídicas estabelecidas entre um grupo amina de um aminoácido, e um grupo carboxila de outro aminoácido. Os peptídeos são resultantes do processamento de proteínas e podem possuir em sua constituição dois ou mais aminoácidos), resultantes da digestão incompleta do glúten e da caseína, possam cruzar a membrana intestinal. Segundo ela, estes peptídeos poderiam atuar como os opióides, produzidos naturalmente no organismo, entrando na corrente sanguínea e alcançando o sistema nervoso central. Postula-se que o excesso de opióides no sistema nervoso central poderia produzir alguns dos sintomas observados em pessoas autistas.
Então que tal aderir à dieta sem glúten?
É difícil, mas é muito mais saudável.



16 agosto 2011

Integração Sensorial


O cérebro está sempre recebendo informações através dos sentidos. Uma criança quando começa a mover-se, equilibrar-se, tocar as coisas, quando começa a se relacionar com tudo que está a sua volta , isto tudo se dá através do cérebro.
Tudo que o cérebro capta, ele organiza para depois poder responder. Esta organização que é dada a informação sensorial chama-se Integração Sensorial. Este termo tem dois significados: Definição no processamento das informações sensoriais no sistema nervoso central e Denominação a proposta de tratamento dirigida a déficits resultantes de falhas na integração destas informações.
O cérebro se compara a um computador, a integração sensorial, se dá ao processo em que o cérebro registra, organiza e interpreta as informações a partir dos sistemas sensoriais (movimento, toque, visão, gosto, som e cheiro).
No início da vida o cérebro exerce a organização que será a estrutura, o comportamento e aprendizagem posterior. Uma criança, por exemplo, com disfunção integrativa sensorial (DIS), não se adapta com eficiência a um ambiente normal, nestes primeiros anos de vida, movimentos espontâneos, brincadeiras que envolvam o corpo são muito importantes para o desenvolvimento de seu sistema nervoso.
Muitas vezes nos deparamos, nós educadores, com crianças super inteligentes, mas não conseguem produzir como o esperado, ou seja, não produzem conforme seu potencial intelectual. Quando uma criança deixa de receber informações sensoriais importantes de forma clara e objetiva deixa também de receber o "alimento" que o cérebro tanto necessita para o processo de aprendizagem.


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